[A Meca dos museus]

25 11 2008

Pelo mundo existem vários excelentes museus em uma única cidade, como o Louvre em Paris, o Prado em Madrid, o do Vaticano no Vaticano/Roma, o Dalí e o Picasso em Barcelona, o Van Gogh em Amsterdã…

Mas em cidade nenhuma do mundo existem tantos museus excelentes como em Londres. Talvez a cidade que mais se aproxime daqui é NYC, com o Metropolitan, MOMA, Guggenheim, dentre outros. Mas em primeiro lugar, não dá nem para comparar NYC com a diversidade e a história pela qual Londres passou. E em segundo lugar, TODOS os museus de Londres são gratuitos, o que faz com que a capital do Reino Unido dispare na frente da capital financeira do mundo como principal opção para os amantes de museus…

Aproveitei esses meus últimos dias por aqui e estive em praticamente todos os museus mais conhecidos de Londres. Segue abaixo um resuminho do que há de mais interessante em cada um deles:

British Museum

British Museum

British Museum: o maior e mais conhecido de Londres. Imperdível. Reúne 7 milhões de objetos de todo o mundo, o que é um grande espelho da diversidade da própria cidade. As coleções sobre as Civilizações Antigas, como Egito, Grécia, Babilônia e China são inesquecíveis.

Tate Modern: o mais famoso londrino de arte moderna e contemporânea (1900 – 2008). Conhecido pelo seu exterior e pela famosa Millennium Bridge, que praticamente liga de ponta-a-ponta o museu à catedral de Londres.

Tate Modern

Tate Modern

Tate Britain: é a casa da arte Britânica desde 1500 até os dias de hoje. Localizado à beira do Tâmisa, o museu é também conhecido como a sede da entrega do Turner Prize, o maior prêmio de arte Britânico.

National Gallery: abriga uma das maiores e mais importantes coleções européias de pintura do mundo, como as Sunflowers de Van Gogh, o Water Lily Pond de Monet, Virgin of the Rocks de Leonardo, esculturas de Donatello e a Madonna of the Pinks de Raphael.

Imperial War Museum: uma das mais impressionantes coleções sobre as Guerras que assolaram o mundo, com destaque para a Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Desde tanques de guerras e aviões, à reconstituição de trincheiras e de Londres abalada após a 2ª Guerra.

National History Museum: excelente museu sobre a história natural, contando a história dos dinossauros através de esqueletos, de terremotos e vulcões, dos mamíferos e segredos da Terra, como minerais e pedras preciosas espalhadas pelo mundo.

Science Museum: museu totalmente interativo, que traz a Ciência para o dia-a-dia, contando histórias sobre a evolução da matemática, computadores, transporte, medicina, arte, entre outros. Abriga também o museu de Engenharia Marinha, com as miniaturas das principais embarcações européias de todos os tempos.

Bank of England Museum: reconta a história do Banco da Inglaterra, desde 1694 até os dias atuais, como Banco Central do Reino Unido. Conta com uma enorme coleção de moedas e notas Inglesas, assim como remonta o ambiente dos primeiros bancos estabelecidos no país.





[Nas curvas da vida]

4 11 2008

Nunca a metáfora da curva foi levada tão ao pé da letra como no último Domingo. Fazia mais de 14 anos que o Domingo não era Domingo para o povo Brasileiro. Eu passei a odiar o Domingo depois de ter acordado cedo no dia 1 de Maio de 94 para ver meu maior ídolo de infância bater e morrer na curva Tamburello. A partir daí, desisti da Fórmula 1. Mesmo por que nunca acreditei que haveria alguém por quem eu pudesse acordar cedo num Domingo para torcer por um carro de corrida. Alguém que fosse um herói para o país, alguém que representasse o sucesso, que trouxesse alegria aos ricos e (principalmente) aos pobres, que erguesse a bandeira brasileira com orgulho.

Hamilton campeão

Hamilton campeão

Mas de dois anos para cá, isso tudo mudou. O alemão heptacampeão se aposentou e apareceu um piloto espetacular na Fórmula 1. O primeiro piloto negro da Fórmula 1. Arrojado, com instinto de piloto, disciplinado, contestado e muitas vezes arrogante. Lembrava muito Ayrton Senna. Ele fez a estréia na Fórmula 1 em 2007 e foi a melhor estréia de um piloto na categoria. Perdeu o campeonato do ano passado por pouco, muito pouco. E veio para 2008 para ganhar. E ganhou e se tornou o piloto mais novo da história a ser campeão. Mas por pouco, muito pouco, quase perdeu o campeonato para um super-herói Brasileiro, na maior corrida de todos os tempos da Fórmula 1.

Felipe, o novo herói

Felipe, o novo herói

Felipe Massa não ganhou o campeonato, mas re-conquistou a torcida Brasileira. Precisava chegar em primeiro e torcer para o Hamilton chegar em sexto. O que estava acontecendo até duas curvas do final da corrida, quando Hamilton foi ajudado por São Pedro e passou o quinto colocado debaixo de muita chuva na curva do Café. Foi muito emocionante. A torcida, Massa e a família comemoravam e só souberam depois que o Inglês havia sido campeão. Mas a esperança ressurgiu para o povo Brasileiro. Na temporada de 2008 nasceu um piloto guerreiro, técnico, que soube aprender com os erros das outras temporadas e acertar o carro como ninguém. E, como um super-herói, fez com que o Domingo voltasse a ser Domingo no Brasil.