[Nas curvas da vida]

4 11 2008

Nunca a metáfora da curva foi levada tão ao pé da letra como no último Domingo. Fazia mais de 14 anos que o Domingo não era Domingo para o povo Brasileiro. Eu passei a odiar o Domingo depois de ter acordado cedo no dia 1 de Maio de 94 para ver meu maior ídolo de infância bater e morrer na curva Tamburello. A partir daí, desisti da Fórmula 1. Mesmo por que nunca acreditei que haveria alguém por quem eu pudesse acordar cedo num Domingo para torcer por um carro de corrida. Alguém que fosse um herói para o país, alguém que representasse o sucesso, que trouxesse alegria aos ricos e (principalmente) aos pobres, que erguesse a bandeira brasileira com orgulho.

Hamilton campeão

Hamilton campeão

Mas de dois anos para cá, isso tudo mudou. O alemão heptacampeão se aposentou e apareceu um piloto espetacular na Fórmula 1. O primeiro piloto negro da Fórmula 1. Arrojado, com instinto de piloto, disciplinado, contestado e muitas vezes arrogante. Lembrava muito Ayrton Senna. Ele fez a estréia na Fórmula 1 em 2007 e foi a melhor estréia de um piloto na categoria. Perdeu o campeonato do ano passado por pouco, muito pouco. E veio para 2008 para ganhar. E ganhou e se tornou o piloto mais novo da história a ser campeão. Mas por pouco, muito pouco, quase perdeu o campeonato para um super-herói Brasileiro, na maior corrida de todos os tempos da Fórmula 1.

Felipe, o novo herói

Felipe, o novo herói

Felipe Massa não ganhou o campeonato, mas re-conquistou a torcida Brasileira. Precisava chegar em primeiro e torcer para o Hamilton chegar em sexto. O que estava acontecendo até duas curvas do final da corrida, quando Hamilton foi ajudado por São Pedro e passou o quinto colocado debaixo de muita chuva na curva do Café. Foi muito emocionante. A torcida, Massa e a família comemoravam e só souberam depois que o Inglês havia sido campeão. Mas a esperança ressurgiu para o povo Brasileiro. Na temporada de 2008 nasceu um piloto guerreiro, técnico, que soube aprender com os erros das outras temporadas e acertar o carro como ninguém. E, como um super-herói, fez com que o Domingo voltasse a ser Domingo no Brasil.


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