[Trinta]

9 09 2008

Todos nós temos mania de arredondar os números. Talvez seja por isso que muitos se assustam ao completar 20, 30, 40 ou 50 anos. Para mim, não faz a menor diferença ter 29 ou 30. O que conta mesmo é o aniversário. Uma data querida, como diz a música…e que normalmente bate aquele flashback. E esse ano não foi diferente. Então resolvi colocar aqui um pouco do filme que tem passado pela minha cabeça, que está dividido em três episódios de 10 anos cada.

A primeira foi a fase do apartamentinho da Iraí, da mudança para a Pascal, dos meus padrinhos e meu batizado, do sítio do Vô Fernando, das músicas da Vó Conceição, das histórias da Vó Dirce, da casa na praia do Vô Adolpho, do Guaraná Antártica no biso Felício, da bisa Carmen na cadeira de balanço, das visitas à bisa Laurentina e à tia Teresinha, dos passeios de moto com meu pai, das tardes de estudos com a minha mãe, do tio que era um irmão mais velho, do dia que nasceu meu irmão, do dia que nasceu a minha irmã, da primeira comunhão, dos banquetes na tia Ester e tio Nardo, do primeiro jogo do Corinthians, do Sapequinha, da Terra Nova, do Santo Américo, das anotações na caderneta, do dia do boletim, to Tae Kwon Do, da natação, do troféu de artilheiro do Indiano…

Há 30 anos

O começo...

A fase intermediária foi a mais agitada. Os longos anos de Bandeirantes, o mesmo colégio da tia Valéria, que é casada com o meu ortopedista, o Dr Tarcísio, os longos treinos de futebol, as muletas, a mudança pra Arandu, a turma da Grapê, as meninas do Pequê, o sítio do Beto, os bailinhos e a dança da vassoura, a primeira namorada, as primeiras baladas, o Resumo da Ópera, a Kripton, as ajudas na Furabolo, as primeiras notas vermelhas, a recuperação de Filosofia, o cursinho, o vestibular, a fase careca, os primeiros anos da GV, o primeiro carro, a Disney, os cachorros Michael e o Leo, a tartaruga Ciçi, o papapaio Edmundo, a mudança pra Miranda Guerra…

Aí veio a fase mais barulhenta, do work hard, play hard, dos namoros mais longos à volta pra balada, das Ciências Sociais na USP, da formatura na GV, do intercâmbio no Canadá, do primeiro estágio, dos super-estags, dos amigos do Boston, da mudança pra Boston, da volta pra São Paulo, da mudança de trabalho, da fase mais responsável, da fase mais irresponsável, da Vila Madá com os brothers todo Santo Domingo, do Rasgueira, das viagens, dos carnavais em Salvador, dos mochilões na Europa e na América do Sul, da saída de casa, do apê da Guararapes, do chefe fantástico da Merrill, dos amigos incríveis do ING, da volta pra casa antes de mudar para Londres, da volta aos estudos, das novas viagens pela Europa…

Foram três ciclos perfeitos. E fico muito feliz por ter passado por todos eles. Algo me diz que vem algo novo por aí. Quer queira, quer não, esse novo ciclo começa diferente. No antigo continente. Com novos e velhos amigos. E com muita saudade do Brasil e da família…Enfim, acho que é hora de terminar o post. Acabo de fazer 30 anos aqui em Londres. Mas em São Paulo ainda tenho 29. Viram? É tudo relativo. Não estou ficando velho!

30 anos depois

30 anos depois...





[Premier League & the Blues]

3 09 2008

Gomes, Belletti, Alex, Caçapa, Fábio Aurélio, Lucas, Elano, Ânderson, Deco, Robinho e Jô. Técnico: Felipão.

Felipão à frente do Chelsea

Felipão à frente do Chelsea do multimilionário Russo, Roman Abramovich

Bem que essa poderia ser a seleção Brasileira. Mas não! Esses são apenas os principais jogadores Brasileiros que participam da Premier League. Tenho acompanhado o campeonato inglês há muito tempo, mas a partir da temporada 07/08, não tenho a menor dúvida que a Premier League deixou pra trás os campeonatos Italiano e Espanhol e é hoje o melhor campeonato de futebol do mundo.

Uma boa prova do bom momento do futebol inglês foram as semi-finais da Copa do Campeões da Europa desse ano. Três dos quatro semi-finalistas eram Ingleses: ManU, Chelsea e Liverpool. E os dois primeiros fizeram uma final histórica. A primeira final inglesa de todos os tempos. E o time raçudo do Chelsea jogou melhor a final, mas perdeu nos pênaltis para o ManU, um time muito mais técnico, com Tevez, Ronaldo e Rooney no ataque. Isso foi logo que eu cheguei por aqui.

Desde então não escondo que o time que mais simpatizo em Londres é o Chelsea Football Club, também conhecido como os Blues (apesar do apelido Blues, a camisa que mais gosto é a preta, que me lembra muito a camisa nova do Corinthians). Contrariando o nome, o clube não fica no bairro chique de Chelsea, mas em Fulham. O engraçado do Chelsea é que o clube foi criado para o estádio, o Stamford Bridge, e não o estádio feito para o clube, como acontece na maioria dos casos.

O gol de Deco e a camisa preta

O gol de Deco e a camisa preta do Chelsea

Hoje o Chelsea é praticamente uma seleção do mundo. Joga com Cech, Belletti, Ricardo Carvalho, Terry, Cole, Bosingwa, Essien, Lampard, J.Cole, Deco e Anelka. E lidera a Liga desde a primeira rodada…será que algém segura o Felipão e Cia?





[Olimpíadas: um pouco de política e história]

2 09 2008

Acabo de voltar da cidade olímpica. Estávamos lá durante a cerimônia de encerramento, as últimas provas de atletismo, a Maratona…Mas essa cidade não era Pequim, mas sim Atenas. Sede dos primeiros e dos últimos (antes de Pequim) jogos olímpicos modernos, a história de Atenas se confunde com a das Olimpíadas.

Primeiro Estadio Olimpico de Atenas

Primeiro Estadio Olimpico de Atenas

Os primeiros Jogos Olímpicos foram realizados na Grécia Antiga (776 a.C.), como forma de tributo aos deuses. Depois foram proibidos por Teodósio I (393 d.C), por serem uma manifestação do paganismo. Mas voltaram com tudo em Atenas em 1896, passando a ser realizados de 4 em 4 anos (como a tradição grega). A própria chama olímpica retrata o momento que Prometeu teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais.

As Olimpíadas não se confundem apenas com a história da Grécia., mas também com a história moderna e manifestações, sobretudo políticas. Foram durante elas, que aconteceram o massacre de Munique (1972), os boicotes durante a Guerra Fria (1980 e 1984), pela URSS e USA, o atentado em Atlanta (1996), a reaproximação das Coréias, (2000 e 2004,) que desfilaram sob uma única bandeira. E nessas últimas em Pequim, quem não se arrepiou com o cumprimento das atletas atiradoras da Georgia e Russia no pódio, mesmo durante a guerra. Ou com as mortes, prisões e protestos dos separatistas Tibetanos.

Olimpiadas Modernas cravadas na pedra

Olimpíadas Modernas cravadas na pedra

A verdade é que as Olimpíadas não representam somente a união dos povos e seus cinco anéis coloridos. Ou a superação de limites, como do americano Phelps, do Jamaicano Bolt ou do Brasileiro Cielo. É o evento de maior audiência e visibilidade no mundo. E a China, esperta como sempre, se aproveitou (e muito!) disso. Com os maravilhosos Ninho de Pássaro e Cubo D’água, com a cerimônia assinada pelo cineasta Zhang Yimou, as 51 medalhas de ouro, com a educação e torcida organizada…Assim mostrou ao mundo a potência socio-político-economica  que é, fincando a bandeira vermelha e suas cinco estrelas de vez na história. Por sinal, essas cinco estrelas não poderiam representar melhor esses, que foram os maiores Jogos Olímpicos de todos os tempos.





[V Festival - Day Two]

21 08 2008

O primeiro dia foi relativamente tranqüilo. No segundo dia, tivemos que chegar cedo e nos desdobrar para assistir nossas bandas favoritas. Por causa do ótimo line-up, o grupo aumentou: além de mim, Bian, Ju e Lucy, juntaram-se o Mazzo e o Leo.

Gabriela Cilmi – Abriu o dia no terceiro maior palco. A Australiana de 17 anos, mostrou o por quê do sucesso na Inglaterra. A tenda estava lotada (principalmente de Aussies) e chacoalhou ao som de Sweet About Me e Save The Lies.

Alphabeat – tocou na sequência e mostrou a força da Dinamarca no V Festival. Emplacaram os hits Fascination e 10,000 Nights of Thunder e foram aplaudidíssimos.

The Feeling – no palco principal, a banda que lançou um novo álbum, mostrou que não depende mais dos hits Never Be Lonely, Love It When You Call e Rose. E que o álbum novo está a altura do anterior. E mandaram muito bem em dois covers: Take on Me do A-Ha e Video Killed the Radio Star dos Buggles.

Lenny Kravitz – na sequência veio o americano e assistimos o show de longe, enquanto almoçávamos. Um belíssimo show by the way, com hits do começo ao fim, como Can’t Get You Off My Mind, American Woman e Are You Gonna Go My Way. A banda arriscou ainda um cover de Another Brick in The Wall pra agradar a platéia…e saímos correndo para o Travis!

Travis – sensacional! Uma pena que foram menosprezados pela organização do VFestival e estavam no terceiro palco (obviamente, lotadaço). O repertório, nem preciso comentar: Side, Flowers in The Window, Closer, Sing, Selfish Jean…pena que tivemos que sair voando para ver a Amy…

Amy Winehouse – provavelmente a presença mais esperada (ou inesperada) do Festival, ela apareceu com cinco minutos de atraso e com uma cara de que a balada de Sábado tinha sido forte. Mas com aquela voz sensacional, mandou suas baladas Rehab, Valerie, You Know I’m no Good, Tears Dry on Their Own e foi muito aplaudida, principalmente depois de Love is a Losing Game…tocou para a maior platéia do V e mostrou por que o disco Back to Black foi eleito o melhor do ano.

Zutons – que banda! Não conhecia muito bem os Zutons antes de vir para cá, só conhecia Valerie. Por sinal, hoje eu concordo com o JC que a versão deles é muito melhor que a da Amy. Mandaram muito bem a Valerie no palco, além das ótimas What’s Your Problem, Why Won’t You Give Me Your Love e It’s the Little Things We Do. Só faltou Oh Stacey…

Kaiser Chiefs – outra banda sensacional. Talvez a melhor banda de rock hoje, depois do Muse, na Inglaterra. Ouvimos Everything is Average Nowadays, Everyday I Love You Less & Less, Na Na Na Na Naa…tudo debaixo de chuva, claro! Assistimos umas 6 músicas e partimos para o show de encerramento do Verve…

Verve – a banda que fez muito sucesso no final da década de 90 na Inglaterra voltou a se apresentar, depois de 10 anos. Lançaram CD novo e vieram com tudo com os hits antigos. Infelizmente, quando chegamos no show, eles já tinham tocado Sonnet, mas chegamos em tempo de ouvir On Your Own, Lucky Man, The Drugs Don’t Work e, claro, o Grand Finale do VFestival com Bitter Sweet Symphony.





[V Festival - Day One]

20 08 2008

Tudo o que é bom, dura pouco. O VFestival foi a melhor sequência de shows que vi na minha vida. Em apenas um final de semana, você gasta o que gasta em um show bom no Brasil e assiste mais de 10. Isso com direito a uma estrutura espetacular, transporte para o local, cerveja gelada, fila organizada…

Eram 6 palcos fantásticos, mas tivemos que nos concentrar nos 3 principais. Seguem os comentários sobre as bandas que conseguimos assistir no primeiro dia, depois de muita correria de um lugar para outro. Claro que algumas bandas surpreenderam (e muito!), enquanto outras decepcionaram um pouco.

Amy Mac

Amy Mac

Amy McDonald – a Escocesa de 20 anos, com seu vozeirão (que lembra a Dolores O’Riordan do Cranberries) abriu o festival para a gente com seus hits Mr Rock and Roll e This Is The Life. Um belo show, com direito ao cover de Dancing In The Dark do Bruce Springsteen pra fechar.

Duffy

Duffy

Duffy – A presença de palco da Duffy é uma coisa indescritível. Lembrou muito as cantoras dos anos 50 e 60, com seu vestidinho de bolinhas e jeito de girar o microfone. Como o disco Rockferry é espetacular, o show foi de um hit atrás do outro. E claro, Warwick Avenue e Mercy para fechar com chave de ouro.

The Kooks – A molecada mandou muito bem, embora o som do palco principal na estivesse dos melhores. Mostraram que a banda que veio para ficar com apenas dois discos. Tocaram todos os hits do primeiro disco, com destaque para Ooh La e She Moves in Her Own Way. E fecharam com a excelente Shine On, musica-chefe do disco novo.

Kooks (Free LSD?)

Kooks (Free LSD?)

The Stereophonics – Uma das surpresas positivas do festival. Ouvimos o show enquanto comíamos e nos preparávamos para o Muse. A galera foi à loucura, cantando praticamente todas as músicas da banda que tem quase 20 anos de estrada. Do último disco, Pull The Pin, destaque para Pass The Buck, It Means Nothing e My Friend.

Stereophonics

Stereophonics

Muse – a performance da banda mais esperada da noite foi simplesmente espetacular. Showzaço. Provavelmente o melhor show da minha vida. Mostraram o porquê de serem eleitos a melhor banda ao vivo e o melhor tour de UK nos últimos dois anos. É a maior banda Inglesa da atualidade, sem a menor dúvida. E eu ousaria dizer que são o Pink Floyd da nossa geração. O êxtase foi ouvir Supermassive Black Hole ao vivo e ver a banda fechar o fechar o festival no sábado com Knights Of Cydonia…

Muse - Amusing!

Muse - Amusing!





[Inside Out]

15 08 2008

Inside Out foi escrito por Nick Mason, baterista do Pink Floyd, a minha banda favorita depois dos Beatles. Talvez a grande diferença do Pink Floyd para os Beatles é que a primeira banda tinha 2 gênios, enquanto a segunda, 4.

O próprio Nick sabia que estava lidando com 2 gênios. Ele mesmo fala no livro que a sorte dele foi que o Roger Waters não decidiu tocar bateria. Por que se isso acontecesse, ele não faria parte dessa história, pois o Waters seria muito melhor do que ele. O segundo gênio é David Gilmour, que entrou na banda pelos fundos, após afastarem o antigo cantor, compositor e maluco, Syd Barrett.

Assim, no final da década de 60, Waters (guitarrista e gênio), Gilmour (baixista e gênio), Mason (baterista e normal) e Richard Wright (tecladista e normal) deram início à formação clássica do Pink Floyd. E o resto da história vocês já sabem, vieram o Dark Side of The Moon, Wish You Were Here, Animals, The Wall…O interessante, que descobri no livro, é que os integrantes da banda eram estudantes de Arquitetura,  o que explica os efeitos psicodélicos dos shows, capas de discos, filmes, clipes e até mesmo das músicas.

Infelizmente o sucesso subiu à cabeça dos caras e a banda acabou em meados de 80, logo depois de lançarem o The Final Cut. Em 2005 (pela primeira vez em 24 anos), a formação mais clássica voltou a tocar no Live8, aqui em Londres. E os dois gênios continuam fazendo seus shows solos. Estive no show do Waters logo que cheguei por aqui. Sem dúvida, um dos melhores shows da minha vida…

Show do Waters - The Dark Side of The Moon

Show do Waters - The Dark Side of The Moon

Segue uma breve descrição do livro feita pelo próprio Nick Mason:

‘I eventually decided to avoid a rundown of every gig, venue, weather condition and moustache. To be frank that seemed exquisitely dull, and threatened to become drudgery. What I hope has emerged is a personal take on the band’s history, with help from some intense fans, virtuous friends and helpful colleagues. Everyone, inevitably, has a different – often very different – view of what really took place. I’ve simply tried to capture the elements that I think give a picture of what I thought was happening at any one time, and to try to be honest about both the triumphs and the complete shambles that make up a band’s existence. Above all, Inside Out is about being part of a band – shared experiences that stretch across four decades, the whole of my adult life.’





[Thanks God It's Thursday]

7 08 2008

Quinta-feira é meu dia preferido. Sempre foi, mas agora muito mais. É o dia que eu mais curto Londres. Mesmo por que, tenho viajado praticamente todo o final de semana, para aproveitar o Verão. Mais para o final do ano vou ter que ficar trancafiado para economizar… Além disso, 5ª é aquele dia que as pessoas saem, pouco se preocupando com a 6ª. Hoje foi mais um dos dias felizes.

Minha capa preferida da Shortlist

Minha capa preferida da Shortlist

Acordei as 7h00 para pegar o metrô das 7h40. Na 5ª há todo um ritual para pegar esse metrô. Tudo por causa de uma revistinha fantástica que eles distribuem gratuitamente toda semana: a Shortlist. Para quem não conhece, eu diria que é uma versão reduzida da VIP, mas semanal. Juntando as 4 edições semanais da Shortlist, a VIP mensal fica no chinelo. Por causa dela, mudo o meu caminho para o metrô, para interceptar o entregador. Só um dia isso falhou. Hoje avistei um exemplar em cima de uma caixinha de correio no caminho do metrô e acabei pegando ele mesmo. Mas o entregador estava lá, no seu devido lugar. Por sinal, esse é um costume britânico, deixar os jornaizinhos e revistas gratuitas para os outros pegarem. Há lugares estratégicos: além das caixinhas de correio, no final das escadas-rolantes do metrô, em cima dos bancos ou ainda atrás dos bancos nos vagões. Não tem erro, você nunca fica sem nada pra ler no seu trajeto.

Regent St

Regent St

Falando em trajeto, o meu dura 30 minutos de metrô (ou uma hora e pouco de ônibus). Vi que a Shortlist de hoje era especial, tinha o Felipão (cliquem para ler a revista) na capa e a segunda reportagem mais interessante era sobre o filme Tropa de Elite. Dei uma folheada ouvindo o CD novo do Kooks e fui para a aula. Três em ponto a aula acaba. Aí eu pego o ônibus para voltar. Nem todo dia pego o ônibus demorado. Mas 5ª é de lei para ir lendo a Shortlist.

Chegando da St Paul's

Chegando da St Paul's

O ônibus 23 é um ônibus comum. Mas o ônibus comum aqui também é turístico. Entre uma reportagem e outra, olhava para o lado e avistava um ponto turístico. Li a entrevista com o novo técnico do Chelsea, olhei para o lado e estávamos na Regent Street, a mais bonita de Londres. Depois foi a reportagem sobre o BOPE e estávamos na Piccadilly. Em seguida li sobre as Olimpíadas enquanto passávamos pela Trafalgar Square. Terminei as dicas de compras na Saint Paul’s. E logo cheguei em Liverpool Street. Isso tudo ouvindo o CD da Gabriela Cilmi. Lá fiz algumas comprinhas e voltei para casa para arrumar as malas para Barcelona. Ainda tive um tempinho pra deixar aqui o meu relato, antes de sair para uma baladinha de aniversário das amigas da Bianca da GV. Por isso eu adoro Quinta-feira.

Piccadilly

Piccadilly





[Trilha Sonora de Londres]

4 08 2008

Outro dia estávamos no churrasco londrino na Ju e ouvi ela e o JC comentando sobre as músicas que mais lembram Londres e o Reino Unido. Como o VFestival está chegando e o frio na barriga aumentando, decidi fazer o meu setlist, com 20 bandas diferentes, 10 mais antigas e 10 mais atuais. Essas têm que ir para o Playlist de vocês antes de virem me visitar. Não deixem de ver os vídeos das top3 e darem os seus palpites!

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Beatles). A maior música de todos os tempos. Ponto. Nunca vou esquecer o Paul tocando essa com o U2 no Live 8 de London.

Don’t Stop Me Now (Queen). Cada vez que ouço, me arrepio. É a cara de Londres. Completa 30 anos em 2008 (assim como eu).

Heroes (D. Bowie). Lembro muito do Bowie tocando essa música no Tributo ao Freddie Mercury, com os membros vivos do Queen.

Brain Damage (Pink Floyd). Acho injusto escolher uma música do DSotM, um dos melhores discos da História. Mas fico com essa. A parte “The lunatic is in my head. The lunatic is in my head” lembra muito isso aqui.

You Can’t Always Get What You Want (Rolling Stones). A minha preferida dos vovôs ingleses do Rock & Roll.

Sunday Bloody Sunday (U2). Talvez a maior música política de todos os tempos. Retrata o Domingo Sangrento em 1972 na Irlanda do Norte, UK.

Brothers in Arms (Dire Straits). Os que conhecem sabem o porquê da música estar aqui. Os que não conhecem, ouçam e saberão.

My Generation (The Who). O Who deu um tapa na cara da Rainha da Inglaterra com a antológica frase “I hope I die before I get old”.

Anarchy in the UK (Sex Pistols). Hino punk cantado todos os dias pelas manhãs em Camden Town.

I Can’t Dance (Genesis). Um clássico. Lembro muito do show gravado no antigo estádio de Wembley.

As outras que vou levar comigo daqui: Valerie (Zutons/Amy Winehouse), Viva La Vida (Coldplay), That’s Not My Name (The Ting Tings), Chelsea Dagger (Fratellis), Warwick Avenue (Duffy), She Moves in Her Own Way (Kooks), Place Your Hands (Reef), The Drugs Don’t Work (Verve), Mr Rock And Roll (Amy MacDonald) e Supermassive Black Hole (Muse).





[Every Little Thing]

29 07 2008

São as pequenas coisas que fazem a diferença. Já ouvi isso por aí um milhão de vezes. Mas demorei 30 anos para entender o real significado. Em Londres, cada um faz a sua parte. Ninguém repara em ninguém. E cada um faz o que quer, obviamente, dentro de um limite. Mas são esses pequenos hábitos, gestos, atitudes, comportamentos, que estou chamando aqui de pequenas coisas, que fazem essa cidade única, incomparável.

Show do Police no Hyde Park

Show do Police no Hyde Park

Aqui você escolhe a sua comida no supermercado, paga você mesmo e vai embora. Não fala com ninguém. Não tem caixa. Segurança. Nada. E coloca suas compras na sua sacola ou mochila. Nada de saquinhos de plástico. Eles existem, mas você corre o risco de ser vaiado no supermercado. Sai do supermercado e vai comer no parque, assistindo um show. Se está sol, você tira a blusa. E isso vale tanto para os homens, quanto para as mulheres. Se cochilar, não tem problema. Sua mochila, carteira, óculos escuros e MP3 player vão estar no mesmo lugar. Todos têm um celular-MP3 player. Ninguém olha para ele com más intenções. Mas eles usam fones de cabeça (headphones), e não de ouvido. Escutam Ting Tings, Zutons, Feeling, Fratellis, Kaiser Chiefs, Duffy, Amy, Kooks, Muse e Kings of Leon com o mesmo prazer que ouvem Beatles, Bowie, Police, Who, U2, Pink Floyd, Stones, Queen, Genesis. O novo e o velho são igualmente respeitados. E isso vale para tudo, não só para a música. No início do dia, todos ouvem música e lêem seus jornaizinhos gratuitos. No final do dia, todos vão para o Pub. Os homens bebem muito. As mulheres bem mais. Pints pra cá, Pimm’s pra lá e alguns shots entre eles. Mas tudo acaba cedo. O metro fecha. A estação de trem também. Todos compram o bilhete do trem, mas ninguém checa se realmente você o comprou.

O velho e o novo

O velho e o novo

Os trens mais chiques têm lugar marcado. Assim como nos estádios de futebol. Aqui o futebol é uma paixão diferente. É campeão o time que não tomar gol. Existe até um jargão para o time que não toma gol: cleansheet. Outras duas palavras muito usadas aqui são Help Yourself. Sirva-se você mesmo, monte você mesmo, enfim, faça você mesmo. Ninguém vai te ajudar. E ninguém vai reparar se você está fazendo certo ou errado. Ou se você está arrumado ou desarrumado. Ou se você é branco, negro, católico, protestante, muçulmano, homem, mulher, gay, criança ou idoso. Todos sabem que cada um tem as suas pequenas coisas. E sabem que são as pequenas coisas que fazem a diferença.





[Absolut Masterpiece]

24 07 2008

Amanhã é dia de Mock Exam de Marketing. O Mock Exam nada mais é do que uma preparação para a prova final de um dos módulos da especialização que estou fazendo por aqui. Embora eu esteja correndo contra o tempo e já seja um pouco tarde, deparei no livro com um Case Study de uma das mais criativas campanhas publicitárias que já vi. O conceito da campanha é mexer com a idéia de percepção das pessoas com relação a figure & ground. É o mesmo conceito dessa famosa imagem da moça e da senhora, que formam 2 imagens diferentes dependendo da forma que é olhada.

Para dar um toque pessoal, procurei as propagandas que mostram as 15 cidades que conheci até hoje que mais me marcaram, quer seja por ter vivido em algumas delas, por serem naturalmente bonitas, terem uma história especial ou ainda uma beleza histórica ou cultural…enfim, aí vão elas!

Não é ABSOLUTamente genial?