Um dos fatos que faz Londres ser especial é o de ser terra de ninguém. Em Londres, capital do Reino Unido, o que você menos vê é Inglês. Para não falar que não vi, o primeiro táxi que peguei por aqui, ao desembarcar no Aeroporto, era dirigido por um educado inglês. Mas logo tudo mudou…
Vieram os Australianos do Macquarie, companheiros de viagens e de baladas; os Brasileiros da Unilever e da London Business School; os Colombianos do IELTS, companheiros de futebol; as Canadenses, Americanas, Australianas e Neo-Zelandesas do Contiki; as nossas amigas Italianas do Cruzeiro; as Brasileiras, Americanas e Russas de Barcelona; o Japonês, a Nigeriana, o Espanhol, a Russa, a Alemã, a Venezuelana, as Colombianas, as Malasianas do curso de Business; os PhDs do Quênia, da Malásia, de Londres e de Liverpool (ah, enfim outros dois ingleses); a nossa querida housekeeper, Colombiana; os nossos vizinhos Paquistaneses, da famosa Brick Lane; a Portuguesa que corta o meu cabelo; o Brasileiro que fez nossa mudança; o segurança Senegalês que nos ajuda a furar fila na balada; os Indianos que nos atendem no supemercado; os Chineses do nosso restaurante all-you-can-eat; os Franceses, adversários de futebol society; a nossa panelinha Brasileira, tanto de antigos amigos do Brasil , como de novos amigos de Londres; isso sem contar os milhares de turistas do mundo todo que passam por aqui e nos pedem informações todo santo dia sobre a cidade.
É isso que faz a agitada Londres ser a capital do mundo. Estima-se que povos que falam 300 línguas diferentes vivam por aqui. E para fugir dessa bagunça-organizada, os ingleses tendem a se mudar para as regiões mais tranqüilas que cercam Londres, ou mesmo para as cidades do interior, como Liverpool e Manchester. Eles reclamam, mas no fundo devem estar acostumados com essa invasão de estrangeiros e mistura de povos, afinal faz 2000 mil anos que a cidade vem sendo dominada por Romanos, Anglo-Saxões, Vikings, Saxões…

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