[O bom e velho Rock & Roll]

24 09 2008

Eu mesmo estava um pouco decepcionado com o bom e velho Rock & Roll e ouvindo muita música Brasileira e Pop Britânico. Mas esses meses na Inglaterra me mostraram que o Rock & Roll está vivíssimo. Essas duas bandas são pouco conhecidas no Brasil, mas reconhecidíssimas na Inglaterra. E lançaram dois dos principais álbuns de 2008.

O álbum H.A.A.R.P do Muse, banda inglesa formada em 1994, foi gravado ao vivo em Wembley e conta, principalmente com os sucessos do de um dos melhores álbuns da década (Black Holes & Revelations), além de outros hits da banda. O interessante do disco é que a performance ao vivo da banda foi eleita a melhor da Inglaterra nos últimos dois anos. Então o pacote CD+DVD com o show de Wembley é imperdível.

Já o recém lançado Only By The Night dos Kings of Leon, banda Americana formada pelos irmãos e primos Followill em 2000, é sem dúvida o melhor disco da banda e um dos melhores do ano. Já é o disco mais vendido da Inglaterra, com pouco mais de uma semana do lançamento. A sequência de músicas Sex On Fire, Use Somebody, Manhattan, Revelry e 17 é simplesmente impressionante. Vale conferir!





[V Festival - Day One]

20 08 2008

Tudo o que é bom, dura pouco. O VFestival foi a melhor sequência de shows que vi na minha vida. Em apenas um final de semana, você gasta o que gasta em um show bom no Brasil e assiste mais de 10. Isso com direito a uma estrutura espetacular, transporte para o local, cerveja gelada, fila organizada…

Eram 6 palcos fantásticos, mas tivemos que nos concentrar nos 3 principais. Seguem os comentários sobre as bandas que conseguimos assistir no primeiro dia, depois de muita correria de um lugar para outro. Claro que algumas bandas surpreenderam (e muito!), enquanto outras decepcionaram um pouco.

Amy Mac

Amy Mac

Amy McDonald – a Escocesa de 20 anos, com seu vozeirão (que lembra a Dolores O’Riordan do Cranberries) abriu o festival para a gente com seus hits Mr Rock and Roll e This Is The Life. Um belo show, com direito ao cover de Dancing In The Dark do Bruce Springsteen pra fechar.

Duffy

Duffy

Duffy – A presença de palco da Duffy é uma coisa indescritível. Lembrou muito as cantoras dos anos 50 e 60, com seu vestidinho de bolinhas e jeito de girar o microfone. Como o disco Rockferry é espetacular, o show foi de um hit atrás do outro. E claro, Warwick Avenue e Mercy para fechar com chave de ouro.

The Kooks – A molecada mandou muito bem, embora o som do palco principal na estivesse dos melhores. Mostraram que a banda que veio para ficar com apenas dois discos. Tocaram todos os hits do primeiro disco, com destaque para Ooh La e She Moves in Her Own Way. E fecharam com a excelente Shine On, musica-chefe do disco novo.

Kooks (Free LSD?)

Kooks (Free LSD?)

The Stereophonics – Uma das surpresas positivas do festival. Ouvimos o show enquanto comíamos e nos preparávamos para o Muse. A galera foi à loucura, cantando praticamente todas as músicas da banda que tem quase 20 anos de estrada. Do último disco, Pull The Pin, destaque para Pass The Buck, It Means Nothing e My Friend.

Stereophonics

Stereophonics

Muse – a performance da banda mais esperada da noite foi simplesmente espetacular. Showzaço. Provavelmente o melhor show da minha vida. Mostraram o porquê de serem eleitos a melhor banda ao vivo e o melhor tour de UK nos últimos dois anos. É a maior banda Inglesa da atualidade, sem a menor dúvida. E eu ousaria dizer que são o Pink Floyd da nossa geração. O êxtase foi ouvir Supermassive Black Hole ao vivo e ver a banda fechar o fechar o festival no sábado com Knights Of Cydonia…

Muse - Amusing!

Muse - Amusing!