Inside Out foi escrito por Nick Mason, baterista do Pink Floyd, a minha banda favorita depois dos Beatles. Talvez a grande diferença do Pink Floyd para os Beatles é que a primeira banda tinha 2 gênios, enquanto a segunda, 4.
O próprio Nick sabia que estava lidando com 2 gênios. Ele mesmo fala no livro que a sorte dele foi que o Roger Waters não decidiu tocar bateria. Por que se isso acontecesse, ele não faria parte dessa história, pois o Waters seria muito melhor do que ele. O segundo gênio é David Gilmour, que entrou na banda pelos fundos, após afastarem o antigo cantor, compositor e maluco, Syd Barrett.
Assim, no final da década de 60, Waters (guitarrista e gênio), Gilmour (baixista e gênio), Mason (baterista e normal) e Richard Wright (tecladista e normal) deram início à formação clássica do Pink Floyd. E o resto da história vocês já sabem, vieram o Dark Side of The Moon, Wish You Were Here, Animals, The Wall…O interessante, que descobri no livro, é que os integrantes da banda eram estudantes de Arquitetura, o que explica os efeitos psicodélicos dos shows, capas de discos, filmes, clipes e até mesmo das músicas.
Infelizmente o sucesso subiu à cabeça dos caras e a banda acabou em meados de 80, logo depois de lançarem o The Final Cut. Em 2005 (pela primeira vez em 24 anos), a formação mais clássica voltou a tocar no Live8, aqui em Londres. E os dois gênios continuam fazendo seus shows solos. Estive no show do Waters logo que cheguei por aqui. Sem dúvida, um dos melhores shows da minha vida…
Segue uma breve descrição do livro feita pelo próprio Nick Mason:
‘I eventually decided to avoid a rundown of every gig, venue, weather condition and moustache. To be frank that seemed exquisitely dull, and threatened to become drudgery. What I hope has emerged is a personal take on the band’s history, with help from some intense fans, virtuous friends and helpful colleagues. Everyone, inevitably, has a different – often very different – view of what really took place. I’ve simply tried to capture the elements that I think give a picture of what I thought was happening at any one time, and to try to be honest about both the triumphs and the complete shambles that make up a band’s existence. Above all, Inside Out is about being part of a band – shared experiences that stretch across four decades, the whole of my adult life.’

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