[Inside Out]

15 08 2008

Inside Out foi escrito por Nick Mason, baterista do Pink Floyd, a minha banda favorita depois dos Beatles. Talvez a grande diferença do Pink Floyd para os Beatles é que a primeira banda tinha 2 gênios, enquanto a segunda, 4.

O próprio Nick sabia que estava lidando com 2 gênios. Ele mesmo fala no livro que a sorte dele foi que o Roger Waters não decidiu tocar bateria. Por que se isso acontecesse, ele não faria parte dessa história, pois o Waters seria muito melhor do que ele. O segundo gênio é David Gilmour, que entrou na banda pelos fundos, após afastarem o antigo cantor, compositor e maluco, Syd Barrett.

Assim, no final da década de 60, Waters (guitarrista e gênio), Gilmour (baixista e gênio), Mason (baterista e normal) e Richard Wright (tecladista e normal) deram início à formação clássica do Pink Floyd. E o resto da história vocês já sabem, vieram o Dark Side of The Moon, Wish You Were Here, Animals, The Wall…O interessante, que descobri no livro, é que os integrantes da banda eram estudantes de Arquitetura,  o que explica os efeitos psicodélicos dos shows, capas de discos, filmes, clipes e até mesmo das músicas.

Infelizmente o sucesso subiu à cabeça dos caras e a banda acabou em meados de 80, logo depois de lançarem o The Final Cut. Em 2005 (pela primeira vez em 24 anos), a formação mais clássica voltou a tocar no Live8, aqui em Londres. E os dois gênios continuam fazendo seus shows solos. Estive no show do Waters logo que cheguei por aqui. Sem dúvida, um dos melhores shows da minha vida…

Show do Waters - The Dark Side of The Moon

Show do Waters - The Dark Side of The Moon

Segue uma breve descrição do livro feita pelo próprio Nick Mason:

‘I eventually decided to avoid a rundown of every gig, venue, weather condition and moustache. To be frank that seemed exquisitely dull, and threatened to become drudgery. What I hope has emerged is a personal take on the band’s history, with help from some intense fans, virtuous friends and helpful colleagues. Everyone, inevitably, has a different – often very different – view of what really took place. I’ve simply tried to capture the elements that I think give a picture of what I thought was happening at any one time, and to try to be honest about both the triumphs and the complete shambles that make up a band’s existence. Above all, Inside Out is about being part of a band – shared experiences that stretch across four decades, the whole of my adult life.’